Fortaleza de Solidão

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Lois Lane quando vê o “S” estampado no peito do homem de aço, ela pergunta:

– O que significa esse “S”?

– Não é um “S”, senhorita Lane, é o símbolo da Casa de El, significa “Esperança”.

– Mas aqui para nós é um “S” – diz Lane. (Quanta insensibilidade).

Kara Danvers (Melissa Benoist) diz:

– Vem aqui, me dá um abraço – no momento em que a irmã estava num estado de desespero e frustração. (Nossa, será que isso existe mesmo?)

Talvez você não conheça desses episódios acima, mas vou lhe contar algo surpreendente: o homem e a garota de aço podem muito nos ensinar coisas deslumbrantes sobre a vida, deixarem-nos focados e reflexivos.

A garota, mais que o homem de aço, a Super Girl, nas temporadas de que já assisti, confesso que fiquei impressionado pelo rico conteúdo no que diz respeito à Amizade, Companheirismo, Empatia, Gratidão, Determinação, Amor.

Kara Danvers começou engraçada, meio que atrapalhada, má sorte no amor, contudo, plena de Bondade e Generosidade. Depois amadureceu, e junto dela a seriedade, a responsabilidade.

Seu maior vilão não era Lex Luthor tampouco sua mãe Lillian Luthor, e sim o seu eu interior enquanto Kriptoniana tentando ser humana, especialmente no âmbito sentimental. Apesar da torcida gigantesca por uma vitória amorosa, parece que o universo favorecia contra. Primeiro, Jimmy Olsen, depois, Mon-El (Daxamista/ Chris Wood), esse último foi de matar, foi cruel.

Sim, quando tudo pareceu finalmente se acertado para a garota símbolo da Esperança, Mon-El foi obrigado a deixar o planeta e vagar no espaço, afundando assim mais uma nau de romances, despedaçando mais uma vez o coração super.

Entretanto, suas Virtudes (dela) não deixaram se abalar, afinal, sua imagem representa Justiça e Verdade, seu lema e sua missão. Sua Bondade e Generosidade estão intactas como num invólucro indestrutível, persistentes, resilientes. Tem o mundo a seus pés, porém, a dor do Amor lhe acompanhou por sua jornada inteira.

Não sei porque o produtor da série optou por fazer assim:

Mon-El após sete anos no espaço (sete meses enquanto Terra), por mero acaso retorna ao planeta, e de certo jamais imaginou rever Super Girl. Mon-El estava casado. Cruel, muito cruel. Dor e frustração no reencontro, vontade de que tudo fosse como antes, mas não… Ele está com outra.

Apesar disso, seu ideal e sua integridade (dela) se põem acima do amargo sabor que a vida tantas vezes lhe traz. Abrir mão, disfarçar, dar atenção, ajudar, e ao final do dia vencido, estar só em seu apartamento, sua fortaleza de solidão.

Alcebíades Júnior – 10/03/2019.

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